Libertadores, Bundamolice e outros


Atlético e São Paulo

Grande jogo. Não gostei da ideia de simplesmente jogar o Tardelli pra dentro de campo, tendo feito tão poucos treinamentos com o grupo. Não comprometeu mas pareceu perdido as vezes, sem entrosamento. Se o problema for só esse, vai ser excelente vê-lo em campo de novo e sendo servido, não servindo.

Gostei da postura do Atlético de marcar em cima. Não acredito que Ney Franco possa ter sido tão simplista ao ponto de dizer que o jogo do São Paulo era esperar o cansaço do Atlético. É claro que o rendimento caiu, mas estando atrás no placar o time de SP não teve nenhuma estratégia que funcionasse durante o jogo. Ficaram muito presos no jogo imposto pelo galo e quando o rendimento físico fez diferença já era tarde.

Ronaldinho

O dentuço chegou naquela fase da carreira de todo driblador (Neymar, acorde), em que ele tenta 10 dribles pra acertar 2. E um dos dois que ele acertou ontem resultou no segundo gol.

Ele está na fase em que é mais importante atrás, guiando o time e dando passes para Bernard e Tardelli municiarem mais diretamente o atacante central.

Por isso que pra mim ele ainda é essencial no time do galo e, desde o ano passado, sua importância para o time é maior que a de Bernard. Se o jovem tem pernas pra correr, lhe falta muita cabeça e tranquilidade na maioria dos lances.

Algo que o dentuço tem e de sobra.

Dribladores

Me faz lembrar a historia da maioria desses jogadores que começam a carreira driblando e inovando. Caso eles não se adaptem, trabalhem o jogo mental e tentem crescer o seu jogo coletivo, quando atingirem o pleno potencial físico, se tornam algo parecido com o Robinho. Algo que não é um jogador excelente, longe do seu melhor futebol e muito ingênuo dentro de campo.

Ou seja, completamente dispensável. (Acorda, Neymar, 2)

Ganso

A categoria concorrente a dos dribladores é a dos pensadores. E esses, caso consigam atingir o pleno potencial mental,  se tornam gênios.

E aí lembro do Ganso. Em quem depositei muito mais confiança e esperança do que no monstrengo. Mas que anda parecendo uma lesma em campo.

Ele foi o primeiro a ser ultrapassado por Ronaldinho ontem, sem nem dar combate. E se seu poder de marcação é próximo ao risível, sua capacidade de entregar a bola pode ser também muito questionada.

Ele não se adaptou ao São Paulo. Aliás, a “troca” Lucas-Ganso pode ser muito dolorosa para a equipe de Ney Franco. Imagine um time acostumado a velocidade, rapidez e fluidez, tendo que, de repente, trocar toda sua fluência por uma cadência lenta, quase parada.

É o que está acontecendo. O São Paulo ganhou de ninguém na pré-Libertadores. E campeonato estadual não é parâmetro. Não gostei da postura do time ontem. É bom Ney Franco ter uma resposta, clara e rápida de como o São Paulo jogará, antes que a altitude de La Paz e o Atlético consigam fazer ainda mais danos a sua equipe.

Atitude Ridícula

A diretoria do Atlético tentou tapar todo tipo de referência ao América dentro e fora do Independência ontem.

De rosa, a esquerda, o campo do Cruzeiro. De amarelo, a direira, o Estádio Antonio Carlos. E hoje ficam nessa briguinha tosca de "esse é meu", quando na verdade, nenhum time da capital tem um estádio que possa chamar de seu

De rosa, a esquerda, o campo do Cruzeiro. De amarelo, a direira, o Estádio Antonio Carlos. E hoje ficam nessa briguinha tosca de “esse é meu”, quando na verdade, nenhum time da capital tem um estádio que possa chamar de seu

Ao Alexandre Kalil, digo o seguinte: meu caro,o Independência é do América desde a década de 80 e assim será até daqui até, se não me engano, 2030. E se o Sr. Não quer que o clube que preside jogue no Mineirão, ótimo. Mas entenda que o seu time joga num estádio de outro time e que, a não ser que o excelentíssimo retorne no tempo e reconstrua o Estádio Presidente Antônio Carlos, o Atlético não possui um lugar pra chamar de casa.

Vá cuidar de assuntos realmente importantes, paspalho.

 Bundamolice

Não sou de postar muito dessas montagens que enchem a página do Facebook, mas ultimamente, com todo esse tal de “Fair Play” fajuto, essas frescuradas de hoje no futebol, que cada dia mais está burocrático, chato, lento e regulado, não posso deixar de repassar a seguinte imagem. Que é, convenhamos, incrivelmente verdadeira:

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Eita vontade de ser aquele outro canal hein!

Enquanto passa a Libertadores o EI passa a PAIXÃO DO TORCEDOR NORDESTINO!

Eu queria ser aquele outro canal, pra passar um torneio que as pessoas param pra ver, ao invés de ficar ai falando e repetindo pros 4 cantos que sou o canal do Nordeste e que esse torneio é, sem sombra de dúvidas, o melhor já organizado em todos os tempos......

Eu queria ser aquele outro canal, pra passar um torneio que as pessoas param pra ver, ao invés de ficar ai falando e repetindo pros 4 cantos que sou o canal do Nordeste e que esse torneio é, sem sombra de dúvidas, o melhor já organizado em todos os tempos, mas que ninguém dá atenção……

5 thoughts on “Libertadores, Bundamolice e outros

  1. Estive no Independência e foi bem vergonhoso o tratamento da polícia militar com a torcida do SP; para chegar no estádio não havia sinalização clara para se chegar no local reservado aos são-paulinos, subia por uma rua (se não me engano a Ismênia Tunes) em que também atleticanos subiam, ou seja, para quem não conhecia (o que até não era meu caso, pois já tinha ido em outro jogo lá), ou queria arrumar briga, poderia causar uma confusão; só lá perto de onde se dividia a torcida, mandavam dar a voltar por um quarteirão (!!!) para se chegar ao cubículo reservado aos Tricolores; depois do jogo, fomos obrigados a ficar quase uma hora dentro do campo, esperando os atleticanos saindo do campo; tudo bem esperar um pouco, mas acho que o tempo gasto e a forma que foi feito o aguardo, de forma bem desorganizada, causaram revolta em muitos são-paulinos. Sobre as referências realmente houve esse exagero de querer mostrar que o estádio é do Atlético/MG, quando na verdade ele não é, está só reservado para alguns jogos. Sobre a questão da qualidade do serviço é aquilo que já foi falado, comida cara e meia boca, cerveja quente, etc, algo que não condiz com a propaganda do governo de MG sobre as maravilhas feitas nos estádios (no Mineirão ainda não fui para falar, mas pelos seus relatos a coisa também é bem diferente do mundo cor-de-rosa que querem pintar).

    Sobre o jogo: O São Paulo jogou um primeiro tempo sonolento, sem conseguir chutar a gol e sem conseguir penetrar na área do Atlético/MG, falta ainda um atacante de maior peso na frente; mesmo sem esse cara acima da média, o Aloísio quando entrou foi melhor que o Douglas no setor. Na defesa, o time deu um gol para o adversário, pois aquele gol de lateral não se toma nem em pelada; Tolói deveria ser testado no lugar do Rhodolfo. No segundo tempo o Tricolor merecia o empate, o Atlético/MG jogou bem abaixo do que fez na primeira etapa, mas era esperado um jogo complicado. Acho que a arbitragem foi caseira, mas não determinou o resultado do jogo. Agora é vencer os dois jogos em casa na próxima sequência.

    Eu vejo que o problema do Ganso é mostrar mais vontade, se esforçar mais antes das jogadas e não deixar o adversário passar tranquilo como o dentuço (que jogou bem, mas não foi essa maravilha como muitos quiseram dizer) fez no lance do segundo gol. Taticamente o problema maior é o Jadson ser um meia centralizado e não fazer tanto o papel de cair pela direita e ajudar a dar o primeiro combate no lateral adversário; ou os 2 jogam se movimentando o campo todo, ou então tem de fazer esse revezamento. Acho que o SP não se iludiu no Estadual nem contra o Bolívar, os problemas foram vistos e, nesse caso, o Ney até enxergou, faltou ver a questão da zaga e insistir com o Douglas como titular.

    Na questão do EI: É muito oba-oba, muita propaganda para pouco conteúdo; como querer que um torneio seja visto sendo que ele só passa em uma operadora de TV por assinatura grande? O Marco, na questão da Claro, já disse bem sobre o esquema. Além de mascarar os problemas da competição, supervalorizando-a de uma forma bem exagerada.

    Na questão da concentração o que mais me incomoda é a postura “fake”; o pior é o cara ser baladeiro e fingir ser bonzinho, contando muito com a ajuda da mídia que gosta de forjar um comportamento que é pouco original e autêntico. Todo mundo hoje quer seguir o cabelo do Neymar, por exemplo, e vira uma coisa pasteurizada. Nada contra o cara ser mais “careta”, desde que seja algo próprio dele.

  2. O Ganso anda tão devagar que o Ney tá deixando ele no banco e ele nem pra reclamar. Quando ele começou eu também tive a mesma impressão que você. Talvez que ele pudesse ser um jogador no estilo Veron, não igual, mas na coisa de virar o jogo, organizar, lançar, cadenciar quando precisa… Errei feio.
    Penso igual o Alexandre no caso do Douglas. Ele poderia ser mais utilizado, até por ser o mais próximo do estilo velocista/ driblador do Lucas. Mas discordo na questão da zaga. Não vi esse jogo, mas vi um do Paulista e o Lúcio não foi nada bem.
    Também vejo muito dessa postura “fake” que o Alexandre falou. Os jogadores de hoje não são tão diferentes assim. Talvez na roupa, cabelo e internet. Mas de resto são muito parecidos com os antigos. Só que são “treinados” pelos marqueteiros a agir e falar coisas que agradam o eleitorado.

  3. Realmente o Ganso precisa se reinventar, tentar mudar um pouco suas características e ser mais útil, futebol acho que ele tem para isso.

    Acho que o Douglas pode ser mais usado EM ALGUNS JOGOS. Por exemplo, na quarta, ele não foi bem no primeiro tempo, no intervalo ele já poderia ter voltar para a lateral direita e o Ney poderia ter posto o Cañete ou o Aloísio por ali que, se não parecem tanto o Lucas, pelo menos são jogadores mais incisivos. O problema do Douglas é ter velocidade, mas não ter muito fundamento de jogo. O Lucio de fato, no estilo dele, comete alguns erros, quando sai jogando, mas no desarme ele é o melhor de todos os zagueiros do SP; além disso, penso que uma parte do problema esteve na má partida do Wellington quarta.

  4. É, o Wellington é daqueles jogadores que ninguém repara. Só percebem a utilidade dele quando tá fora ou quando joga mal. Boa parte dos problemas da zaga do SPFC (em parte do) ano passado foi por falta do “cão de guarda”.

  5. Com certeza, em que pese a má partida dele quarta, sempre falei com conhecidos que o time ano passado só melhorou depois que ele entrou, pois antes o Denilson ficava sozinho para (tentar) marcar; entre os 2 por exemplo, se é para deixar só um jogando, eu ficaria com o Wellington, acho o Denilson um jogador meio incompleto, não evoluiu tanto quando foi para fora do Brasil MUITO jovem ainda.

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