Senta aí. Veja. Aprenda.


TRIturado

Eu não torço contra o Santos. Não tenho nada contra o time praiano. Muito menos contra Neymar. Acho o menino um jogador com potencial. Mas também é um monstrinho, sempre disse isso aqui.

Por isso comemorei o passeio do Barcelona. Vareio. Chocolate. Paulada. Goleada. Aula.

Não adianta agora culpar o Durval. Ou tentar achar um outro culpado.

O Barcelona faz isso com todo mundo

Não adianta também achar que a derrota do Santos é a derrota do futebol brasileiro contra o futebol europeu. Ou que devamos repensar nossa maneira de fazer futebol.

Não sejamos tão ignorantes.

O Barcelona joga dessa maneira contra todos. Seja o BATE seja o Real Madrid. Quer um exemplo? Te dou dois: aqui e aqui

A grande questão não é como o Barcelona vai jogar. É como você vai encarar o Barcelona.

Se for covarde, ele vai te vencer. Quer mais um exemplo? As semis da Liga dos Campeões de 2010. A Internazionale encarou o Barcelona no primeiro jogo, marcou sob pressão, não deu espaços. Venceu por 3×1. Na volta a Internazionale foi covarde sim. Jogou com 10 zagueiros. Deu o maior espetáculo defensivo da história do futebol. Mas perdeu. Sim, 1×0. Não foi suficiente pra se classificar para as finais. Mas o Barcelona venceu o jogo.

Mas a ousadia da Inter no primeiro jogo valeu a classificação.

Aprenda Muricy

Muricy é um grande treinador. Admiro sua capacidade. Admiro o time que montou no São Paulo e que foi tri campeão brasileiro. E que poderia muito bem ter sido campeão da Libertas. Admiro seu time do Fluminense. E esse do Santos, que jogou demais no primeiro semestre.

Mas Muricy também é arrogante. E se acha.

Mas hoje Muricy foi covarde. Um deleite para quem não gosta do treinador. O Santos não tentou nada. Viu o Barcelona jogar. Não marcou. Neymar, Ganso, Danilo e depois Elano e Borges não marcaram a saída de bola do Barcelona. Deixaram a bola chegar em Iniesta e Busquets….

O jogo inteiro.

Muricy também errou na preparação do seu time. O Santos não vem jogando bem há algum tempo. As partidas quebradas no Brasileirão, quando o time revezava entre titulares e reservas acabaram deixando a equipe sem jogo coletivo.

Diferente do Santos campeão da Libertas, o Santos de hoje são dois. O Santos defesa e o Santos Neymar-Borges-Ganso. E Elano, quando ele joga.

O time não flui. Parece que já não fluiu contra o fraquinho Kashiwa. E hoje, contra um dos melhores times da história, sucumbiu.

O Santos poderia ter se preparado diferente para o Mundial. Deveria ter poupado suas estrelas no meio do campeonato. E usado os últimos 10 jogos pra fazer os titulares entrarem no ritmo. Assim não veriamos um time completamento desconexo em campo. Um Ganso sumido, apagado e se escondendo do jogo. E um Neymar fominha, tentando resolver o jogo sozinho. E o pior: perdido em campo, sem saber o que fazer.

Aprenda Neymar

O mostrengo não jogou nada. Aliás, como quase sempre acontece quando recebe uma marcação que, ao invés de dar pancada, marca de longe e não deixa a bola chegar a ele.

Neymar precisa aprender que, numa circunstância dessa, ele tem que buscar o jogo. Como Messi faz, como Xavi faz, como Fabregas faz.

Nas poucas vezes que teve a bola Neymar não fez nada de produtivo. Sentiu o peso do jogo? Talvez.

É muito fácil imaginar como será uma partida até estar nela. Ainda mais uma partida tão falada por aqui desde agosto. Algo que já vem sendo martelado na cabeça dos jogadores do Santos desde a conquista da Libertadores.

A diferença entre realidade e sonho é algo tenebroso.

Tem muita gente que torce o nariz quando falo isso, mas pra mim Neymar surge do mesmo jeito que Robinho. E tinha gente que comparava Robinho com Pelé. E olha no que deu!

O caminho é muito longo ainda. O homem Neymar tem que aprender muito ainda. Numa hora dessa o marketing pesado que está sendo feito na imagem dele toma um baque.

Aprenda imprensa

Já falei sobre o oba oba aqui. Muita coisa é criada pela imprensa, que não tem muito o que falar nessa época do ano.

Cada gol do Barcelona hoje era uma pancada no estômago de dezenas de fanfarrões travestidos de jornalistas. Gente que colocou o Santos num patamar que ele jamais esteve.

O discurso quando os times entraram em campo era: o Santos pode parar o Barcelona. Algum dos comentaristas da Globo disse que Messi assistiria a um jogador que é igual ou melhor que ele.

Ri.

Achei que fosse piada, mas como ri sozinho, me calei.

É preciso saber separar o que é jornalismo do que é brincadeira. Tudo bem fazer piada de vez em quando, pra descontrair. Tudo bem ter um comentarista que fala probrema. Ou pior, um comentarista-fã.

Desde que o indivíduo seja alguém sério, que não fique mudando ao sabor do vento.

Porque o que era uma maravilha ontem é uma montanha de bosta hoje. As coisas não são assim.

O que ninguém enxergava era a superioridade do Barcelona. Mas o Messi joga contra o Getafe. E o Neymar contra o Oeste de Itápolis, cara pálida! O Barcelona teve que vencer o Manchester United, MANCHESTER UNITED pra jogar essa partida. Não foi o Getafe.

Esse tipo de comentário e comparação cabe bem a um fã. Aquele cara que idolatra, ama de paixão um time ou um jogador, quem quer que seja. Hoje temos vários fãs na imprensa. Fãs do que dá IBOPE.

Se amanhã o Neymar não der mais IBOPE, adios, hasta la vista monstrengo. Vai ter outro alguém que dá mais IBOPE que tu.

Essa conversa de “o futebol brasileiro precisa mudar” é idiotice.

R-E-P-I-T-O: o Barcelona joga desse jeito contra qualquer um. E não há clube no mundo que faça um trabalho semelhante, de jogar da mesma maneira desde a categoria de base até o principal, ou um time que priorize há 4 DÉCADAS o estilo de jogo mais técnico.

O problema não é o futebol brasileiro.

O mérito é do Barcelona.

Sentemos todos e admiremos

Estamos vendo a história. Se você é um daqueles que achava que o futebol bonito era coisa do passado, assista aos jogos do Barcelona e aproveite, porque não vai durar pra sempre.

Hoje temos uma equipe que já está no hall das grandes de todos os tempos. E junto de gente sensacional, como o Real de Di Stefano, o Santos de Pelé, o Benfica de Eusébio, o Ajax de Cruiff, a Holanda do mesmo, a Juventus de Platini, o Bayern de Beckenbauer, o Brasil de Pelé e o Brasil de Zico, Sócrates e Falcão.

O Barcelona também deu sorte. Afinal, conseguiram montar um time quase todo formado na sua base, com jogadores como Iniesta, Busquets, Pedro, Pique, Xavi, todos acima da média. É raro, talvez único, um time que tenha revelado tantos jogadores espetaculares em um espaço de tempo tão curto.

Qualquer tentativa de “Barcelonizar” os clubes ou mesmo o futebol brasileiro não dará certo. Isso non ecsiste!

Ou alguém aí está a fim de esperar 40 anos pra surgir um time assim? Alguém disposto a viver os altos e baixos que estará sujeito durante esse meio tempo?

Jogar com a posse de bola é algo que pode ser feito. E não precisa ser o Barcelona. Parem de achar que tudo que o Barcelona faz deva ser copiado. Ou que é único.

Devemos tirar lições, tomar notas, aprender. Observar.

O Barcelona não é imbatível. O que o torna imbatível é a covardia dos adversários ao enfrentá-lo.

Basta ver que há poucas semanas o Getafe o venceu. O Rubin Kazan igualmente. A Internazionale, dentre outos menos cotados.

Não temos que copiar. Temos que aprender, tirar lições, adaptar.

Sem essa de “o Mano deveria jogar desse jeito”, “meu time tinha que ser assim”. É simplista demais. É ignorância demais.

Futebol não tem fórmula.

Tem inteligência e ousadia. Sem isso meu amigo, você é só mais um.

13 thoughts on “Senta aí. Veja. Aprenda.

  1. Ao menos pude ver a Inter ganhar de um time histórico como esse do Barça; realmente a postura do primeiro jogo foi fundamental para a classificação; a vitória contra o Chelsea nas oitavas deu confiança para o time e o Mourinho montou bem demais a equipe com contratações certeiras para aquela temporada (Lucio, Sneijder, Eto’o)

  2. Sobre jornalismo esportivo já falei bastante também, acho que esse texto resume bem a situação:está no site Esporte Fino
    O duro é que, mesmo com patacoadas como essa, a transmissão da Globo, me parece, foi melhor do que a do EI (isso falando em TV aberta).

    Sobre o Muricy: Ele é o “anti-Luxa”; qdo pararam de babar ovo pelo professor tiveram de arrumar outro para bajular: ele “não faz marketing” (mentira das grossas), ele é autêntico (tenho minhas dúvidas) e é competente (ok, tem méritos, mas não é o sabe tudo que querem nos fazer engoilir); ele ter colocado 3 zagueiros não acho que foi um absurdo; o que foi absurda foi a postura do time e ele assistir passivamente do banco e fazer apenas as substituições triviais (o Renteria poderia ter entrado, poderia ter pressionado mais a saída de bola do Barça como vc disse…). Não que isso ganhasse o jogo, afinal estamos falando de um dos 10 melhores times da história do futebol (pelo menos…), mas poderia ao menos ter jogado e perdido com mais dignidade). A falta de ritmo, essa história de abandonar o Brasileiro, é algo que tem de ser repensado daqui para frente; mesmo em 2005 e 2006 os times sentiram dificuldade para ganhar o primeiro jogo do torneio, muito pela falta de ritmo de competição; se o Santos estivesse atuando, ele poderia ter encontrado uma solução para a falta do Adriano (que é um jogador mediano, mas que fez falta ontem).

    Acho que o primeiro passo para a melhoria do futebol brasileiro é admitir que não é mais o melhor só porque tem a “amarelinha”; depois disso trabalhar com seriedade em suas esferas, o que é complicado, visto que temos a CBF mandando, mas é algo possível; o Brasil ainda tem bons jogadores e é um grande no futebol mundial, mas precisa parar de achar que é o único.

  3. A comparação com o Robinho é interessante: Muita gente detona o jogador do Milan por ele “não ter sido o melhor do mundo”; só que penso que a carreira dele está longe de ser um fracasso; jogou bem no Santos, Real Madrid (a bagunça do clube e a falta de títulos na UCL pesaram contra, mas ele não jogou tão mal assim) e no Milan; no City de fato ele foi um fiasco, pois não teve coragem e competência de ser o cara que ajudaria a levantar o clube azul de Manchester de time médio para grande. Mas o fato é que a carreira dele é, na média, boa, o que foi ruim foi a expectativa que fizeram em torno dele, algo parecido com o que está acontecendo hoje com o Neymar.

  4. Sobre o Muricy é isso aí mesmo, você foi perfeito. E se faltou ousadia ao time do Santos, é culpa dele.

    Recomendo esse texto, apesar de não concordar 100%: http://reds4us.com/blog/apenas-o-ufanismo-da-imprensa-brasileira-e-maior-que-o-barcelona/

    Sobre o Robinho é por aí. Ele não é um lixo, longe disso. Mas não se tornou 1/10 do que achavam que se tornaria. Idem para seu parceiro Diego.
    O que mais me irrita no Robinho é a máscara enorme que ele veste.
    Poderia citar hoje, sem fazer esforço, 3 dezenas de jogadores com mais destaque que o “novo-Pelé” nos últimos 10 anos.

    E iria postar uma das músicas que você me indicou do Metallica mas perdi o maldito link. To com a Internet terrivelmente lenta, deixo pro próximo post!

    ps: consegui acessar o seu link, coloquei no seu comentário!

  5. Ah, o papo vai render. Vou tentar dividir em partes. Como a gente já falou ANTES, o Santos errou na preparação e na forma de aborar o Mundial. Se fizesse tudo 100% certo, poderia, quase certo, perder também. Nem nem por isso devemos esquecer os erros.
    Outro dia vc fez um texto chamado RE-SPECT. Sim, devemos respeitar todo e qualquer adversário. Mas respeito em demasia atrapalha. Vira covardia e tira a vontade de ganhar. Deu até raiva ver o “carinho” dos jogadores santistas após qualquer faltinha besta. Era um negócio de abraçar, pedir desculpa, beijar, pedir autógrafo… Calma, não quero que quebrem a perna de ninguém. Só acho que deveriam jogar normalmente. Faltou ousadia, faltou vontade.
    Eu poderia brincar bastante sobre a “av. Durval” que comentei na coluna anterior. É verdade. Basta ver o desempenho dele nos 3 primeiros gols. Mas se fosse um outro jogador o resultado final não seria diferente. O erro maior foi na forma de jogar. Erraram. E muito.
    Não acho que devemos copiar o Bracelona. Mas é preciso jogar de acordo com o adversário. O Barça faz uma marcação ATIVA. E 99,9999% dos outros clubes fazem uma marcação PASSIVA. A marcação passiva busca apenas defender a área, o gol. Ela só reage quando é atacada. A marcação ativa não visa defender o gol, mas pegar El Balon. Eles querem recuperar a bola. E fazem isso desde o segundo em que a perdem.
    Essa é a primeira lição, que poucos aprenderam ainda.
    (continua…)

  6. A segunda lição é sobre o que fazer com a bola. Aqui no Brasil, principalmente, a bola virou um problema. Vivem rifando a coitada. O Barça sabe o que quer. Manter a posse de bola o maior tempo. E ir tocando até achar uma brecha. Não existe ligação direta. O goleiro NUNCA bate o tiro de meta pro alto, esperando que um colega ganhe na cabeçada. Isso acontece por aqui. Aqui tá cheio de jogador que manda um tijolo pro colega e se omite depois. Ou que fica tocando pros lados sem qualquer objetividade. É o jogador omisso, que temos aos montes.
    A nossa segunda opção é ter um “craque” no time. Jogam a bola nele e esperam que ele resolva individualmente. Seja o R9, o Gaucho, o Neymar, a Marta… É sempre assim, basta reparar. O Santos (e a mídia esportiva) cansaram de falar que esperavam um lance genial, e fortuito, do Neymar pra resolver o jogo. Isso pode até funcionar. Mas não é garantido. Uma marcação adequada e o “craque” é anulado.
    Dá a impressão que tenho algo contra os craques. NUNCA. Só acho que o craque deve jogar coletivamente. Ele e todos os demais. É por isso que o Messi é nota 10 no Barcelona e 8 na sel. argentina. E o mesmo pro Daniel Alves, e demais.
    Peguem um VT da seleção brasileira de 82 e vejam o amor pela posse de bola. Ou o Flamengo de 81. Ou o SPFC na época do Telê. Agora tudo mudou, é um negócio de botar volante, zagueiro brucutu, lateral que não sabe armar ou cruzar… E tome ligação direta e bola rifada. Essa é a mentalidade atual. Era com o Parreira, Felipão, Dunga, Mano… Pouco adianta trocar o técnico se a gente continuar assim. E o futebol do time da CBF é o retrato dessa postura. Basta ver os resultados desse “futebol de resultado”.
    (continua…)

  7. O pior dessa surra é que poucos aprenderam a lição. Senti um asco ou ouvir um monte de jogadores do Santos dizendo que perderam mas são o 2º melhor time do mundo. SEGUNDO???? Aonde, cara pálida??? Quanta presunção, quanta prepotência!!!
    Será que é assim que o futebol brasileiro espera se recuperar? Será que o fisaco da absoluta maioria dos nossos jogadores na Europa não é claro? Será que o sucesso de jogadores, que nem são da seleção argentina, no campeonato brasileiro não é algo sugestivo?? Tivemos o Tevez, num primeiro momento, depois o Conca, agora o Montillo… Aonde estão os nossos craques? Estão esperando uma ligação direta da zaga? Ou estão treinando pedaladas e piruetas?

    Por último vem a imprensa babacóide, que adora criar ídolos e faturar com a popularidade deles. Uma imprensa escrota e que muda de opinião a cada mês. A imprensa festiva e vendedora de ilusões. Resta saber até quando terão criatividade pra arrumar desculpas e encobrir os fiascos do futebol tupiniquim. Mas deixa estar. Eu me divirto com essa gente escrota. E com os bobalhões que acreditam nela.

  8. Marco, concordo em 100% com o que você disse.
    Quando falei sobre respeito quis dizer que temos que admirar esse time, enxergar o quão bom ele é e que ele estará na história.
    O respeito gera dois extremos: Admiração (normal para torcedores) e o Medo. O Santos entrou em campo admirado com seus ídolos de video game. Há times, como o Al Saad, que entram temendo o Barcelona.
    Há que se respeitar sim, reconhecer que o adversário é grande. Mas devemos ser ousados também, querer vencê-lo, e isso o Santos não teve.

    Sobre a posse de bola: o próprio Guardiola disse na coletiva que esse “negócio” de posse de bola sempre foi uma característica do futebol brasileiro. Sempre. Não tem nada de novo. Esse Barça é uma mistura da seleção de 70 e da seleção de 82. Só isso.

    Já a imprensa, agora, caiu na real. Passou uma reportagem ontem, com a “brilhante” narração do Tiago Leifert, que foi uma das coisas mais constrangedoras e idiotas que já vi.
    É gente que só tem olhos pro próprio umbigo. Acho que eles não sabiam quem era o time que enfrentaria o Santos. Como se os jogos do Barça não passassem na TV toda rodada de Liga dos Campeões ou Espanhol.

  9. Hoje eu vi uma entrevista de um jogador (nem lembro se foi o Elano, Edu ou Léo), dizendo que o Barcelona SURPREENDEU o Santos. kkkkkkkkkkkkkkk Hilário, passa jogo do Barcelona todo dia, pro mundo inteiro. Surpresa seria ver o Barça recuado e dando balão pro alto.

    Um adendo: você viu a “festa” na praça onde a torcida do Barça se reune normalmente? Tinha umas 8 pessoas depois do jogo. Na chegada ao aeroporto acho que haviam uns 20 torcedores. Se fosse por aqui… Teria feriado, carnaval antecipado, desfile pela cidade, presença em Brasília pra tirar foto com a presidente…

    (aí, vc já viu algum jogo da Copa de 70 inteiro? Da seleção brasuca no caso. Eu vi algum tempo atrás, na Band. Todos os jogos do Brasil na copa. Tenta achar algum VT ou pela internet. Depois a gente fala disso)

  10. A escola principal do Barcelona vem do Cruyff e da Holanda, mas com certeza tem aspectos do nosos antigo futebol; o Guardiola foi treinado pelo Pepe no Catar e conhece a história daquele Santos dos ano 60; alguém disse no domingo (acho que foi no EsporteVisão da TV Brasil) que o Barcelona respeita sua história e por isso joga dessa forma, sempre com esse amor à posse de bola, como o Marco lembrou.

    Concordo também que a marcação começa lá pela frente e que no Brasil isso foi praticamente esquecido, pois só jogamos quase que esperando o erro do adversário, sem acuá-lo e esperando um dos nossos pseudos craques resolverem a questão. Espero que ao menos dentro de campo essa derrota sirva para alguma coisa (em termos de CBF e imprensa não tenho tanta esperança).

    O respeito exagerado ao Barcelona realmente foi bem claro, em qq falta os jogadores do Santos iam lá pedir desculpas. Parece que o time já entrou conformado com o resultado e sem um plano B para a partida.

  11. Essa declaração explica o pouco de gente que foi receber o Barça: http://trivela.uol.com.br/noticia/mourinho-e-melhor-ganhar-champions-que-esses-joguinhos/
    Isso se chama eurocentrismo; muitos acham que a Champions League basta como torneio de futebol; ok é ótimo, é o melhor atualmente mesmo, mas a disputa com outros continentes sempre é importante. Aqui, por outro lado, acontece o inverso, a enorme importância que damos ao torneio em detrimento da melhor preparação do nosso futebol como um todo.

    VI algumas partidas da seleção de 70 e, apesar do estilo bem mais lento, a precisão no toque e a pressão na marcação eram modernas para a época e é algo que funcionaria hoje, basta querer fazer.

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