Notinhas


Bom galera, hoje vai ser no estilo notinhas. E já que estamos na época de Rock in Rio, vou dar um nome de música como título pra cada notinha. Mas é rock mesmo hein. Nada de Katy Perry. Ou NxZero.

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Times Like These

Na Espanha temos o Málaga. Na Inglaterra o City.

Dois clubes pequenos, muito pequenos. Acompanhando o site da BBC semana retrasada na cobertura da rodada de estreia da Liga dos Campeões e me deparei com um fato que estava sendo destacado pelo repórter que faz o “ao vivo”: naquele mesmo dia há exatos 13 anos o City estreiava na Terceirona Inglesa e vencia um outro nanico por 1 a 0. O City eventualmente seria promovido, mas apenas nos playoffs, em um jogo épico.

Como o próprio repórter disse, é só uma data. Nem é um número redondo. Mas o City saiu de um ostracismo gigantesco para a vitrine do futebol mundial numa velocidade assustadora. Tudo graças ao dinheiro.

O Málaga vai pelo mesmo caminho. Guardadas as devidas proporções, claro. E temos o Anzhi também.

Com um salário desses....quem não estaria feliz?

A torcida do Juventus da Mooca (SP) leva uma faixa que acho que traduz o meu sentimento nesses casos: “ódio eterno ao futebol moderno”. É claro que os torcedores desses times estão adorando essa fase. Como os do Chelsea já aproveitam.

Mas algo a se pensar: e quando o dinheiro acabar? Um clube construído desse jeito, com jogadores sem nenhuma identidade com o clube, conseguirá sobreviver? Os torcedores “ganhos” na boa fase dificilmente permanecerão nos tempos de vacas magras.

Foi-se o tempo em que times eram montados com base numa “identidade”. Vide o Liverpool de Bill Shankly, que tirou o time da Segunda Divisão e em uma década construiu uma base que tinha a cara do clube. Coube a seu sucessor levar o time ao topo da Europa.

Houve uma situação em que um jogador estava sentindo o joelho e não queria jogar. Reza a lenda que Shankly olhou furioso para o elemento e disse: “What do you mean you’ve hurt ‘your’ knee? It’s Liverpool’s knee!”

Nos dias de hoje? Impossível.

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Two Minutes to Midnight

Um clássico do Iron Maiden. O título é uma referência a “quase” guerra nuclear que o mundo viveu durante a Guerra Fria. Em um dado momento um relógio, chamado de relógio do Apocalipse, apontou 23:58, o que significa que estavamos perto da extinção. Há todo um contexto histórico na música. Vale a pena conferir a letra.

Parece que quem está a dois minutos da meia noite é o Atlético.

O que me deixa frustrado é ver que quem deveria assumir a culpa pelos inúmeros erros cometidos esse ano (e ano passado)insiste em culpar terceiros pelo fracasso.

O Atlético errou. Demais, muito mesmo. Dói ver jogadores como Richarlyson e Guilherme vestindo a camisa do Atlético. Tem muito a ver com o que disse acima. É um bando de jogadores que não tem identidade com o clube.

E o problema é o clube! Vide Diego Souza.

Algo que traduz um pouco o que quero dizer foi a contratação do André. Ele só soube que viria jogar no Atlético já no avião, vindo da Ucrânia. Seus empresários fizeram tudo e ele veio. Caiu de paraquedas, literalmente.

O certo seria achar jogadores com a cara do Atlético. Algo como Shankly fez no Liverpool. Deixar lá no contrato uma cláusula lembrando que esse time nunca foi time de estrelinhas. Vaidades por aqui, só lá do outro lado da Lagoa.

Mas agora é tarde. Vamos até o fim do ano com esse elenco. Se não cair será lucro. Será muito lucro.

E aí quem sabe ano que vem. De novo.

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Master of Puppets

Paulada do Metallica. A música fala sobre a dependência de drogas.

Eu quero falar sobre o Mano. Entenderam a relação? Não? Bom, o Mano consegue ser pior que a cocaína!

O Mário Fernandes pediu dispensa da seleção. O Mário Fernandes. Isso aí, olha o buraco em que nos metemos.

Renato Abreu foi titular jogo passado. Nem convocado foi pro segundo jogo.

O Dunga era coerente demais. O Mano é incoerente demais.

Pra nossa sorte esse amistoso é contra a Argentina “caseira”. Eles conseguem ser piores que a seleção do Mano. O caso deles é mais sério, porque o problema aqui é 75% do Mano. Lá o problema é 90% dos jogadores. Lá não tem ninguém bom pra ser convocado. É capaz de Montillo e D’Alessandro serem titulares.

Por aqui o problema é mais sério. O Mano é limitado. A imprensa cobra demais. E o povo só quer saber de vencer.

Esses amistosos não valem nada. Mas uma derrota (ou mesmo empate) pode deixar o Mano na corda bamba. E uma vitória não vai aliviar a barra do corinthiano.

Não sei até quando Mano vai conseguir se manter. Acho que as Olimpíadas serão decisivas. O Teixeira diz que não, mas se os resultados não aparecerem nos amistosos e o Brasil for mal nas Olimpíadas, não acho que ele sobreviva.

O mais interessante é ver gente dizendo que preferia o Dunga, porque pelo menos ele vencia. Como o mundo gira hein…

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Another One Bites the dust

E lá se foi Émerson Ávila. E o escolhido para salvar o Titanic é Vanger Mancini. E o Cruzeiro relembra demais aquele ano de 2004, quando cambaleou muito e não foi rebaixado por pouco.

Parece que de tempos em tempos os Perrela resolvem dar um pouquinho de emoção a torcida.

A grama do vizinho já não está mais tão verde

Talvez queiram fazer os cuzeirenses se sentir um pouco como atleticanos.

A questão é que o time é bom. Mas não tão bom quanto se achava. E a perda da Libertadores desestabilizou o time.

Há uma crise de estrelismos no clube. Fábio, Gilberto, Roger, Montillo…. Gilberto já saiu. Roger não fica, disso tenho certeza.

E a diretoria anda meio perdida.Vendendo demais, repondo muito mal (o que é incomum) e cometendo uma besteira atrás da outra com treinadores. Primeiro Joel, depois o Ávila, agora o Mancini. Ninguém com a cara do Cruzeiro. (e volto naquele papo de identidade do clube).

Além do mais, os Perrella podem perder o controle do clube pela primeira vez em 2 décadas. A oposição agora é forte e conta com um vereador e radialista muito famoso aqui em Minas, Alberto Rodrigues. É ele quem narra os jogos do Cruzeiro na Rádio Itatiaia desde que Moisés abriu o Mar Vermelho.

Se vai ganhar, não sei. Os Perrella são muito fortes politicamente. Mas que pela primeira vez estão ameaçados, isso é verdade.

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Burn

Pra quem não conhece, é um clássico do Deep Purple. Foi a música que, para muitos, lançou as bases para o hard e speed rock.

E pra quem não conhecia, ficou conhecendo o zagueiro Breno. De vítima a culpado em 24 horas, o zagueiro pode ter queimado sua carreira também.

Ele não se adaptou à Alemanha. Não foi bem na primeira passagem no Bayern, nem no Nuremberg e nem agora na volta ao Bavária.

Ele pode realmente estar passando por maus momentos psicológicos, como alegou e o clube confirmou. Mas o que ele fez é algo bem extremo. O clube já prometeu apoio. Tomara que consiga afastar os demônios da sua cabeça.

Ou então será outro talento desperdiçado, como dezenas de outros que vão pra Europa e se perdem.

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For Whom the Bell Tolls

Pra quem não viu, o show do ano:

2 thoughts on “Notinhas

  1. Poxa, eu pensando que vc iria botar um clipe da Cláudia Milk e vc joga o Metallica na galera😆
    Mas, contrariando a voz corrente, não curto muito esses clubes de milionários e sheiks. Rola um cheiro fedorento no ar… Me faz lembrar da época de garoto, quando bicheiros e outros pagavam as contas de vários clubes. Ao ponto do Bangu brigar por títulos cariocas e do Brasileirão. Odeio muito tudo isso!
    Será que vou ver o fim do império Perella em Minas? É difícil, mas…

  2. Grande Metallica!Não vi o do Rio, Na verdade fiz meio qestão de passar longe do “rock” in RIO (ainda qe com boas bandas como Sstem of a Down e Motorhead); nada contra a mistura de estilos em si, mas colocar “rock” como nome do festival queima o filme do evento a meu ver. Coloca Rio Music Festival por exemplo, á que gostam de norte americaizar tdo por aqi mesmo…E Glória e nX Zero é dose hein…

    Sobre os times de milionários tb não sou fã; o City deve penar nessa CL, acho qe só na próxima deve consegir alguma coisa (ainda deu falta de sorte nos grupos). O Chelsea tb vive sitação rim; além disso a vaidade qe existe nesses clubes prejudica o andameto do trabalho (é muita estrela para pouca constelação como diria o Raul Seixas).

    Acho qe já estão exagerando e qerendo insensar essa atuação do Brasil contra o time C da Argentina; penso que não dá para transplantar o time olímpico no principal pq o nível de competição na olimpíada é diferente do nível da Copa/ o trabalho tem de ser conjunto, mas não apenas colocar o mesmo time. Mas concordo qe o Mano terá o teste final na Olimpíada mesmo.

    Cara, se tiver tempo dá uma olhada no show, foi sensacional! E se não tiver preconceitos, o Slipknot destruiu também, é claro que o som deles é mais moderno, mas não deixa de ser pesado e a performance chega a ser teatral.

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