HorRiver Plate


Assiti ontem ao jogo do River Plate contra o Belgrano. E, devo confessar minha fraqueza, dividi as atenções entre o River e o Santos na quarta feira. Não que torça para o time Millonario, mas o drama do River me interessou mais que o título praticamente certo do Santos. Da equipe de Neymar falo no fim do post.

Quanto ao River Plate, aconteceu o que muita gente nunca imaginou que acontecesse. O tal sistema de rebaixamento, criado para livrar os grandes do descenso acabou afundando o maior time argentino. Vale lembrar que nessa temporada, na soma dos dois torneios, o River foi o 5º colocado. Mas o time pagou pelas péssimas, terríveis campanhas dos dois outros anos, quando foi em uma oportunidade o lanterninha.

O tal sistema, novamente ele, puniu um time que não é de todo ruim. Mas imaginem a dificuldade em carregar o fardo de ser obrigado a ser campeão para evitar um rebaixamento. Era essa a situação do River ao começar a temporada. A disputa do tal “playoff” contra o fraco Belgrano foi um alívio a primeira vista. E um pesadelo depois de quarta feira.

Afirmo, o peso, a condição psicológica, toda a pressão embutida no jogo fizeram tudo ficar 15 vezes mais complicado. O time de hoje não é de se jogar fora, mas a situação fica difícil quando se tem torcedores invadindo o campo e arremessando coisas nos jogadores.

A notícia do rebaixamento do River atingiu um patamar que não havia visto antes. Pelo menos não com nenhum time brasileiro. O site da BBC por exemplo destacou em sua página de esportes e de notícias a queda e as consequentes arruaças da torcida Millonária. Outros portais ao redor do mundo também deram destaque a queda do River.

E pode não parar por ai. Na próxima temporada os outros grandes estão obrigados a fazer boas campanhas para não cair. Por grandes, entendam que existem 5 “maiores” na Argentina: River,Boca, Independiente,Racing e San Lorenzo. Concentram 85% da torcida (sem exagero) e uma parcela igualmente absurda de títulos. Desses o Independiente é o mais folgado. O Racing é o mais enrolado, junto com o San Lorenzo. Até mesmo o Boca periga participar da tal promoción caso faça uma campanha ruim. E é perigo real mesmo, tanto que o próprio Olé já destacou isso em sua página.

O “sistema” está vitimando os clubes que deveriam ser beneficiados por sua implantação, pouco mais de uma década atrás. Hoje Velez e Estudiantes (talvez os outros dois grandes fora o quinteto de Buenos Aires) são os únicos clubes de maior destaque no futebol argentino.

No topo da tabela de médias temos clubes como Banfield, Lanús, Godoy Cruz e Argentinos. Enquanto os grandes estão caindo no ostracismo, os pequenos crescem. Mas não trazem qualidade para o campeonato. Talvez os argentinos estejam sofrendo muito mais que nós com o êxodo de jogadores para a Europa. Afinal, nosso campeonato está se valorizando e nossos clubes tem crescido absurdamente nas Libertadores.

Talvez seja hora do futebol argentino se reinventar. Antes que seja tarde.

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Sobre o Santos

A superioridade do time santista ficou evidente na segunda partida. Lá no Uruguai o nosso Muricy…”Muriciou”. Entrou com medo, atrás, com o time preso e tudo mais que é bem comum do treinador.

Aqui no Brasil a equipe praiana fez valer a sua superioridade na segunda etapa de jogo. Foi mais difícil que o esperado. O Santos é muito superior ao Peñarol mas não fez valer toda sua superioridade em campo. Os placares apertados provam isso.

Se Muricy e cia. esperam ganhar do Barcelona com esse time aí, com Durval e Dracena na zaga, preparem o lombo. De times brasileiros o Barcelona já está vacinado. Um Neymar só não faz verão. Aliás, a atuação dele na final foi nota 6, nada mais. Apagado em muitos momentos, mais que o normal para um jogador jovem.

E o tal do Zé Love que me perdoem, mas as piadinhas com ele são a mais pura realidade. O cara, além de marketeiro e sem carisma, não joga nada. Sua saída é um reforço para o Santos.

Vamos ver como as coisas andam até o fim do ano. O Santos tem um time bom para ser campeão brasileiro. Mas precisa de mais para ser campeão do mundo. Tudo vai depender de quem fica, quem vai, quem vem….As variáveis de sempre do nosso futebol. Hoje não vejo o Santos campeão do mundo. Mas isso pode mudar até dezembro.

Até lá vamos ter Neymar e seu moicano. Loiro. E todo seu carisma.

2 thoughts on “HorRiver Plate

  1. Desde a época de Ortega e Aimar o River já vende seus principais jogadores e esse sistema é perigoso,pois em algum momento pode acontecer de não ter como repor essas perdas. De todo modo o modelo de gestão do futebol argentino (assim como o brasileiro) é errado; aqui se sobrevive, por termos mais dinheiro circulando, mas lá a bolha estourou primeiro. Acho esse sistema de promedio horrível e mesmo com ele o River caiu.

    Acho o sistema do Santos de vender os “coadjuvanes” (Zé Love, Alan Patrick e ano passado Wesley) para segurar os craques (Neymar e Ganso) ruim, mas em termos de resultados vem dando certo. Muricy tem competência, mas sofre da mesma soberba e falta de educação que já acometeram Luxa, Felipão, entre outros; mas como ele é “gente boa” não sofre muitas críticas. Pode até vencer o Barcelona mas não tem a mesma leveza que tinha ano passado (e ainda tem de passar pela semifinal do Mundial). Temos de lembrar tb que, de 92 para cá, só tivemos 3 finais tranquilas para brasileiros na Libertadores (SP em 1993, Grêmio em 95 e Vasco em 98), o que mostra que não temos uma superioridade mental sobre os adversários, além do que tecnicamente nem todos os brasileiros são tão melhores que nossos adversários.

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