Know your Enemy


4 quedas em apenas uma noite. E o motivo? Soberba.

Simples assim. Exceto o Grêmio, que havia perdido para a Universidad Catolica no Olímpico, todos os outros times brasileiros haviam conseguido bons resultados nos jogos de ida.

Cruzeiro e Fluminense estavam “com a vaga nas mãos”. O Fluminense, com sua soberba de “time de guerreiros” e do impossível, se esqueceu que havia um adversário do outro lado após a vitória por 3 a 1 no Rio. O 3 a 0 no lombo mandou o Flu de volta pras Laranjeiras.

Já o Cruzeiro, depois de vencer em Manizales por 2 a 1, se rendeu aos clamores de melhor das Américas, Barcelona da América do Sul e etc. A derrota de ontem serviu para provar que o caminho é longo até o topo. Muito longo.

Já o Inter sofreu do mesmo mal do Cruzeiro. Com um oba-oba terrível por serem os atuais campeões do torneio, os colorados entraram em campo podendo até empatar por 0 a 0. Perderam. Alguns noticiaram um apagão. Eu vi um time medroso e nervoso. Desde domingo, na final do segundo turno do Gauchão. Falcão não é santo. Parece que perceberam isso.

Justo o Inter. Justo o Inter. O time que subestimou o Mazembe e virou piada mundial.

E o Grêmio realmente tinha a missão mais difícil. Fora de casa, precisando da vitória e com uma quantidade absurda de jogadores machucados ou suspensos, o Grêmio não levou perigo ao Catolica em nenhum momento, num jogo sonolento.

Toda essa introdução para chegar no ponto central desse meu post: Os times brasileiros são arrogantes e ignorantes.

(ÓÓÓ, meu Deus, que descoberta!)

Mas é uma coisa que parecem esquecer sempre que enfrentam adversários sulamericanos. Todos, imprensa, torcedores, dirigentes….

Qual não foi o oba-oba após o empate do Inter contra o Peñarol, quando estava tudo definido e certo para a classificação no Beira-Rio. Vale o mesmo para o Cruzeiro, melhor da primeira fase e tão pararicado pela mídia que as comparações com o Barcelona me fizeram rir alto.

A questão é que subestimam os times sulamericanos, especialmente os times de fora da Argentina. Mas subestimam porque não os conhecem. Ninguém acompanha os campeonatos chileno, equatoriano ou paraguaio. Colombiano então, nem se fala.

Então como podem afirmar que o Once Caldas ou o Tolima são favas contadas?Não são!E o Peñarol, vivendo de passado? Meus caros, o Uruguai foi semifinalista da última Copa do Mundo. E o que dizer do Inter pré-2006, um nada no cenário sulamericano? Porque o Peñarol não pode estar seguindo o mesmo caminho, se reerguendo?

Toda derrota de brasileiro vira uma zebra. Éramos 6. Só resta 1.

Mas será que foi tudo zebra mesmo? O Fluminense se classificar para as oitavas foi o que? Zebra!

O Cruzeiro atropelar todo mundo na primeira fase significava o que? Que o time azul seria o mais visado do mata mata. Cuca se preparou psicologicamente pra isso? Não! O descontrole dele é o mesmo que o time demonstrou nessa eliminação para o Once Caldas, pior time dos que passaram.

Foi zebra ocorrerem essas quatro eliminações numa mesma noite? Não creio. Foi soberba.

Foi o nosso senso de superiores (aqui na América do Sul) que mandou os quatro brasileiros pra casa. Ironia, quando temos um senso de vira-latas quando tratamos de nos comparar aos europeus.

Esses times, Catolica, Once Caldas, Libertad e Peñarol chegaram a Libertadores pelos mesmos meios que os brasileiros. Ou alguém ai se esqueceu que o Grêmio só foi a Libertadores porque o Independiente venceu a Sulamericana e “deu” uma vaga para o 4º colocado do Brasileiro. Qual o nosso mérito ao discutir o motivo de 3 vagas para o Equador ou Peru quando temos absurdos 6 times na Libertadores?

Alguém ai acompanha de perto o Campeonato Chileno, pra  afirmar que o Grêmio é mais time que a Catolica?

Enfim, é isso. Enquanto continuarmos com essa soberba de nos considerarmos superiores, mais técnicos e estruturados que todos na América do Sul, essas eliminações “em massa” continuarão a causar choque na imprensa e no grosso da torcida. Não em mim.

Afinal, tem muita gente que ainda acha que o Boca Juniors mete medo em alguém….

One thought on “Know your Enemy

  1. Não é bem o Uruguai que vive do passado. Existe um outro país que vive repetindo estórias sobre as glórias de outrora, que tem o melhor futebol da galáxia, que os adversários tremem só de ver a camisa… (quem adivinhar o nome do país ganha 1 chiclete mastigado).
    Sobre a soberba, ela é decorrente desse discurso que citei acima. E não é de agora que clubes brasileiros se “surpreendem” com vizinhos não tão famosos. Parece que a fama não ganha jogo.

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