Emissoras


Com essa polêmica toda de quem vai transmitir o Brasileirão, parei pra pensar nas nossas emissoras. Nos últimos anos tivemos um “boom” de transmissões esportivas em quase todos os canais. A qualidade das transmissões, entretanto, não evoluiu na mesma proporção.

Resolvi fugir de qualquer discussão sobre quem leva o Brasileirão, até porque creio que essa polêmica não terminou e nem vai terminar tão cedo.

Vou postar nessa semana algumas impressões sobre as emissoras e suas transmissões. São só impressões de torcedor, nada técnico. Vou começar pelo Esporte Interativo.

ESPORTE INTERATIVO

O EI cresceu muito desde o início das transmissões, há uns 3 anos. No início era tudo muito amador, raramente viamos os narradores, apresentadores e as transmissões eram resumidas ao campeonato inglês e italiano.

Esse ano o canal perdeu seus carros chefe, mas vem trazendo muitos esportes diferentes para a sua grade. Não nos esqueçamos que o nome do canal é ESPORTE interativo, não futebol interativo. Iniciativas boas, como passar os campeonatos mundiais (masculino/feminino) de basquete e handebol, Superleague Formula, Futsal, torneios da seleção de base, superliga de volei, judô, enfim, estão variando a programação.

Devemos levar em conta que é uma emprea iniciante. A debandada que ocorreu nos últimos meses é compreensível em certos pontos. Assim como a perda do campeonato inglês e italiano.

Mas eles cometem tantos erros infantis e inexplicáveis em suas transmissões e na grade de programação, que as vezes duvido que haja alguém lá dentro fazendo uma “análise” das transmissões. Começando pelo horário dos programas. A grade do EI é mais inconstante que a grade do SBT quando seu Sílvio tá de mau humor. Os programas não tem horário fixo, é “quando der”. Um dia o Caderno de Esportes é as 4 da tarde, noutro dia as 7, outro dia as 11 da noite. Tudo bem que depende dos eventos e tal, mas a mudança é constante e brusca. De todos os programas.

Também há aqueles programas que entram na grade com um estardalhaço gigantesco e não correspondem. Vide Brahmeiros. Sumiu da grade, do nada. Talvez porque tenham percebido tardiamente que o programa era uma “caca”. Há outros, como um programa com os jornalistas do Marca, que nem sei se ainda existe. Fora as diferenças de transmissão para a parabólica e para o canal aberto em SP.

Eles tem bons narradores, mas a qualidade já foi melhor. O mesmo vale para os comentaristas. A volta de Felipe Rolim deu um novo gás para as transmissões. Vítor Sérgio e Rafael Oliveira são muito bons comentaristas. Jorge Iggor precisa ser menos revoltado e parar de culpar os árbitros por tudo, porque no fundo ele é um bom narrador.  Entretanto há um narrador que enche o saco: Luiz Felipe Freitas. Ele é bom narrando basquete. Mas ele grita demais, o tempo inteiro, qualquer tipo de jogo. E o histórico da figura narrando jogos de Playstation não ajuda.

Os jogos da NBA são muito bons especialmente porque Luan Knaya, o comentarista, sabe absolutamente tudo de basquete. Os programas de debate também são bons, principalmente quando Rafael Oliveira e Vítor Sérgio participam. Zico também foi uma boa contratação.

Já os apresentadores e jornalistas devem ser todos estagiários. Só podem ser. Com raras exceções (tão raras que não me lembro de nenhuma agora), os jornalistas da emissora parecem robôs. A maioria parece nervosa com o microfone na mão.O tal André Gimenez não tem tipo de apresentador, mas acho que eles estão tentando aliviar Jorge Iggor e André Henning. Os dois, além de narrarem ainda tinham que apresentar o Jogando em Casa ou o Fim de Papo. Só que o André Gimenez parece é um cara legal mas não tem tipo de apresentador. Nem o Baran, que fica meio perdido apresentando. É melhor comentando e como repórter.

Das mulheres, Bárbara Coelho e Roberta Barroso não se destacam, não brilham. A última tem mais experiência e como apresentadora ela passa, mas sem destaque. Já Bárbara Coelho me parece esforçada, mas as vezes escorrega feio.

E Jorge Kajuru já passou da data de validade. Aliás, desisti completamente de ver o programa dele quando a tal Melissa apresentou um programa com uma coleira escrita Kajuru. Aí é demais. Tenho que aguentar o falastrão aumentando sua alto estima em rede nacional? Não, obrigado.

Hoje o EI conta com a Liga dos Campeões e a NBA como principais produtos. Aliás, depois de perder o Inglês e o Italiano o EI passou a confiar no Campeonato Alemão, que é até razoável, no Campeonato Português (fraquíssimo), Argentino (sem comentários) e em Copas Nacionais, onde as equipes grandes geralmente não utilizam seus elencos principais. É pouco.

Por isso acho que o investimento no Vôlei foi uma boa jogada. Particularmente não gosto, mas o vôlei é popular no Brasil, assim eles podem atrair novos telespectadores. Eles transmitirão a Liga Mundial, que é um torneio valorizado e já estão passando a Superliga masculina e feminina.

Um ponto chato, mas que tem que ser destacado e ignorado é a quantidade de “Envie xxx para xxx” nas transmissões. Isso enche o saco e não dá pra acostumar.

Enfim, o EI é uma empresa nova, que irrita, que comete muitos erros, as vezes infantis, mas que serve como um alívio para quem não aguenta ligar a televisão e ver Datena, Faustão, Luciana Gimenez, Milton Neves….

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