E nasce o mito


Que pena que os nossos ídolos são apenas humanos.
Eles envelhecem, engordam, perdem a vontade, tem defeitos,erram….Sofrem.

 

Do menino magrelo

 

Para o adulto "gordinho"

 

 

 

 

 

 

 

 

Ronaldo foi um dos meus primeiros ídolos no futebol. Aquele que eu me imaginava quando estava jogando bola quando moleque. O único jogador que eu cheguei a colocar um poster em meu quarto. Isso era mais ou menos 1996, tinha de 6 pra 7 anos.

Me lembro de ver os jogos dele no Barça, naquela temporada espetacular. Depois tentava imitá-lo, sem sucesso, claro.

Ronaldo apareceu para o mundo no Barça

Me lembro, acreditem, do gol que marcou contra o Compostela. Me lembro de ver na TV, não de ver no youtube.
Ele foi pra Inter. Sofreu aquela misteriosa convulsão na final de 1998 e, pela primeira vez, percebi que os meus ídolos eram tão humanos quanto eu.
Depois ele sofreu aquelas horríveis contusões no joelho, deu a volta por cima. E eu continuava o admirando. Não importava o clube, eu torcia por ele.

Disseram que ele estava acabado pro futebol

E a Copa de 2002 foi o que faltava pra ele virar mito. Ninguém dava nada por aquela seleção. Todos queriam que Romário fosse pra Copa, mas Felipão levou Luisão e Edílson. E Ronaldo ajudou Rivaldo, Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva e Marcos a entraram pra meu time de ídolos (por motivos diferentes, claro).

Ele deu a volta por cima

 

O futebol de Ronaldo evoluiu. Da explosão e velocidade do início de carreira, quando era praticamente “imparável”, para o atacante de excelente posicionamento e de força física do Real Madrid, onde viveu seus últimos grandes momentos a nível mundial. Até mesmo com problemas de peso e mobilidade, devido a suas contusões, Ronaldo continuou sendo decisivo. Em 2009 levou o Corinthians a conquista da Copa do Brasil, seu último título.
A verdade é que ele já deveria ter parado. O tal “projeto Libertadores” fez Ronaldo esticar a carreira para 2010 e para 2011. Mas não dava mais. Foram as dores que acabaram com a carreira do fenômeno.

Foi aplaudido de pé pela torcida do Manchester United

Imaginem a pressão que ele aguentou desde adolescente. Tinha apenas 16 quando começou como titular do Cruzeiro, 17 na sua primeira Copa do Mundo, 19 anos quando foi eleito pela primeira vez o melhor jogador do mundo. E tinha apenas 21 quando teve que aguentar a pressão por ser o grande jogador do Brasil na luta pelo penta, em 1998.

Ronaldo passou por 8 cirurgias. Sua primeira contusão no joelho aconteceu ainda no PSV. Como foi revelado hoje, ele sofre de hipotireoidismo, doença que não podia tratar enquanto fosse atleta.
Infelizmente vivemos num país em que não costumamos valorizar nossos ídolos. Pelo contrário, há pessoas que tentam diminuí-los ao máximo. Nem com todas as brincadeiras, engraçadas ou inoportunas, Ronaldo vai ser diminuído.
Meus caros, no futuro teremos a oportunidade de falar que vimos Ronaldo jogar. Alguns pessoalmente.

Pressionado desde criança

3 vezes melhor do mundo, 2 vezes campeão do mundo, artilheiro em todos os clubes que passou, maior goleador da história da Copa do Mundo.
Esperemos alguns anos pra poeira baixar. No futuro saberemos que hoje nasceu um mito.

3 thoughts on “E nasce o mito

  1. Acho que o R9 foi menos jogador que alguns jogadores de sua (quase) geração. Ainda que eu não goste muito deles – caso do Romário.
    Mas a sua trajetória foi mais bonita, mais humana.
    Acho que a mídia errou pros 2 lados quando tratou do Ronaldo. Muito alto no nível dos elogios e muito alto no nível das críticas.

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