Um movimentado 31 de janeiro


Parece que a mania de deixar tudo pra última hora não é exclusividade dos brasileiros. Tivemos um último dia da “janela” de transferências movimentado em toda Europa.

Como destaque na Itália, o zagueiro Legrotaglie trocou a Juve pelo Milan. E a Juventus ficalmente se livrou de Amauri, cedendo-o ao Parma por empréstimo. E de tabela pegou o promissor Matri por empréstimo até o meio do ano.

Entretanto as atenções estiveram voltadas praticamente o dia inteiro para um clube: Liverpool. O motivo era Fernando Torres. O artilheiro espanhol foi especulado em uma possível transferência para o Chelsea praticamente todo o mês de janeiro, mas apenas no último dia o Liverpool cedeu ao dinheiro russo.

E o motivo é simples: o Liverpool perde o desmotivado Torres, jogador que faz uma temporada horrorosa e que sofre já há algum tempo com seguidas lesões, mas trouxe o uruguaio Suarez e a promessa inglesa Andy Carroll.

Creio que o Liverpool teria segurado Torres caso a contratação de Carroll não se concretizasse. Mesmo desmotivado Torres é no mínimo duas vezes mais jogador que Ngog.

O preço pago para ter os serviços de Carroll foi absurdo em minha opinião, 35 milhões de libras, ainda mais levando em consideração os inúmeros atos de indisciplina em que o jogador já se envolveu em sua curta carreira. Mas Carroll tem um grande potencial e acima de tudo é inglês.

Também deve-se levar em conta que Suarez não é flor que se cheire. Vale lembrar o episódio em que ele mordeu o pescoço de um jogador do PSV e que lhe rendeu uma punição de 4 partidas no campeonato Holandês.

Com os dois atacentes assegurados, o Liverpool finalmente liberou Torres para negociar salários com o Chelsea. Vale lembrar que Torres é um grande jogador, um dos melhores atacantes do mundo. Mas o preço pago, mais uma vez, foi exagerado.

Para o espanhol o negócio foi excelente. Ganhará um salário muito maior, virou notícia no mundo inteiro e conseguiu , novamente, se transferir para o clube que desejava. Ele rejeitou várias vezes o Chelsea antes de assinar com o Liverpool, em 2007.

A obsessão do espanhol por sucesso em clubes foi o maior motivo dele ter publicamente divulgado sua vontade de jogar pelo Chelsea, atual campeão inglês. Vale lembrar que quando jogava no Atlético de Madrid o único título conquistado por Torres foi a Segunda Divisão. No Liverpool ele não ganhou nada. E o maior motivo dele ter trocado o Atlético pelo Liverpool foi sua vontade de conquistar algo importante, como disse na época, trabalhando junto com o também espanhol Rafael Benítez.

Em minha opinião o Liverpool perdeu um grande atacante. Mas ele estava insatisfeito. Sem vontade. No fim das contas o Liverpool, um clube que precisa de novos ares, que precisa se reinventar para crescer novamente, fez o certo. Jogadores passam. O clube fica.

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