A Agonia do Gigante da Colina


Não torço pro Vasco. Mas cresci vendo o Vasco montar equipes espetaculares e vencedoras no final da década de 90, como garoto fã de futebol e estando em outro estado, tinha simpatia pelo time de São Januário. Creio que muitos outros garotos e garotas que hoje tem minha idade (21 anos) torcem hoje pelo Vasco devido a aquele momento. Eu já tinha meu time.

O que interessa é que desde aquele título conturbado de 2000, a Taça João Havelange, o Vasco entrou em declínio. Lento no início. Vertiginoso nos últimos anos. O ponto baixo foi a queda para a Série B do Brasileiro. É óbvio que está cedo demais esse ano, mas o Vasco deve se cuidar.

A demissão de PC Gusmão, “anunciada” desde a primeira rodada, aconteceu no início dessa tarde. Creio que a conversa que Dinamite teve com ele foi somente para selar o que estava implícito desde ontem, após o vexame contra o Boavista. Não havia mais clima para PC, ainda mais tendo um clássico na próxima rodada.

PC Gusmão tem sua fatia na pizza do fracasso vascaíno. Mas ele talvez tenha o menor pedaço. Dinamite e os jogadores devem dividir os pedaços restantes.

Dinamite o contratou no meio do Brasileirão do ano passado e após um excelente início, o rendimento vascaíno caiu muito no fim do campeonato. Sua saída era especulada desde o fim do campeonato. Mas estamos no Brasil, né? Esperou-se toda a “pré-temporada” e um início horroroso no Campeonato Carioca para demitir o treinador e começar tudo do zero.

E o que dizer dos jogadores? Pegue aquele time campeão Brasileiro de 97 e da Libertadores de 98 e compare com o que o Vasco tem hoje. É de dar dó. E o pior é que essa “descendente” já dura anos e nada parece ser capaz de espantá-la.

O Vasco vem se apequenando. Com a ascensão recente do Fluminense, o clube da Colina está caminhando a passos largos para se tornar o 3º clube do Rio de Janeiro. Jogadores medíocres, treinadores de times pequenos, diretorias passionais e incompetentes. A impressão que tenho, como um torcedor neutro, é que o clube é uma grande bagunça.

Torço para que o novo treinador do Vasco seja alguém renomado, que pense grande e que saiba que o clube precisa ser reconstruído inteiramente.  E que o Vasco volte a ter um grande time, para brigar de igual para igual com os outros gigantes do futebol brasileiro.

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