Um time que me impressiona temporada após temporada é o Arsenal.
Depois dos “invencíveis” eles sempre ficam no quase. Sempre capengando, perdendo clássicos e terminando em 3° e 4°. O time do “quase”, quase na Liga, quase nas Copas, quase na Champions.
Mas Wenger sobrevive. Nada de títulos. Arrancadas que permitem a equipe terminar bem o campeonato e garantir uma vaguinha na próxima Champions. E nada mais.
Pelos investimentos deveria ser exigido um pouquinho mais, estou errado?
Isso sem contar a política “jovem e barato” que Wenger parece não abrir mão.
Parece contente em terminar entre os 4 melhores e vencer o Tottenham. É um tipo de acomodação estranho, ainda mais quando o treinador fica tanto tempo num clube.
Ninguém, especialmente os torcedores, imagina o Arsenal sem Wenger. Ele deu sua cara pra equipe. Pronto. O Arsenal MUDOU depois da chegada de Wenger.
Mas isso não significa que ele deva ser eterno. Isso eu acho errado.
Mas ele vai tocando o barco. E daqui a pouco renova por mais uma temporada.
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Bom, depois de ficar a frente da CBF por eternos 23 anos, Adolf Teixeira sai pela porta de trás. Antes tarde do que nunca.
Mas não vai demorar muito para o pessoal perceber que Teixeira não deixou a CBF por completo. Ou talvez demore. E quando acordarem pra realidade verão que os que lá estão agora não são nada mais que marionetes do Fuhrer.
É mais do mesmo. Nada mais.
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E dando uma repassada na NBA, andei vendo alguns jogos (pela metade). Pelo que vi, chuto agora que o título dificilmente sairá das mãos do Oklahoma ou Miami.
LeBron está fazendo simplesmente sua melhor temporada na NBA. A mais dominante. Ano passado ele ainda estava tímido, dividindo as atenções do Heat com Dwayne Wade. Essa temporada ele assumiu seu posto de líder da equipe e está destruindo. E quando se tem Wade e Bosh para ajudar, tudo fica mais fácil….
Já pelos lados de Oklahoma o que me chamou a atenção foi o coletivo mesmo. A equipe em si é melhor que o Miami. E ainda some as “simples” presenças de Russel Westbrook e Kevin Durant. Pronto, a receita está pronta, só falta mais consistência quando precisar decidir algo. Mas pode dar liga, e pode ser esse ano.
Fora os dois apenas o Chicago de Derrick Rose pode ameaçar essas equipes. Mas isso, claro, é apenas uma opinião. Ano passado quem apostava no Dallas, não é?
Finalmente, depois de 6 longos anos, o Liverpool voltou a erguer uma taça.
Ok, você pode dizer, com razão, que a Taça da Liga é um torneio menor, quase que um atraso de vida para os clubes grandes e médios.
Mas, assim como quase tudo no futebol e na vida, tudo é relativo. Hoje o Liverpool pode ter dado um enorme passo de volta ao Hall dos grandes clubes europeus.
Ainda há muito a ser feito
Isso sem exagerar nada. O trabalho que tem sido feito lá pelos lados de Melwood é algo demorado e que vai levar mais um tempinho a gerar os frutos desejados. Mas o que foi feito de 13 meses pra cá já representou um grande avanço.
O que se torna mais evidente a partir do momento em que devemos considerar os simples fatos de que o Liverpool eliminou Chelsea e Manchester City para chegar a final. E em ambos os casos as equipes estavam dando importância ao torneio e ao confronto contra o Liverpool.
Para uma equipe que esteja acostumada a títulos recentemente a Copa da Liga não é lá muita coisa, isso é verdade. Para o City então, que está mais preocupado em vencer a Premier League, isso é mais latente. Mas mesmo assim Mancini colocou os titulares para encarar o Liverpool e acabou perdendo.
Se isso representou pouca coisa para o City, representou muito para os Reds. É aquela velha história do psicológico. O Liverpool tirou um peso das costas. E um peso grande.
É mais combustível para motivar os jogadores a tentar a vaga na Champions League e a buscar a vitória na FA Cup. E sempre lembrando que a vitória de hoje garantiu uma vaga na Liga Europa e o retorno aos palcos continentais mesmo se o Liverpool fracassar em seus objetivos para o fim da temporada.
Apenas traçando um paralelo com outros casos, basta lembrar que o título que impulsionou Alex Ferguson a frente do United foi uma FA Cup. E que a arrancada do Liverpool para o tetra campeonato Europeu foi dado após um título na Segunda divisão após quase uma década de ostracismo.
Por isso não existe essa história de título sem importância. É o vencedor que determina a importância para as conquistas. Hoje o Liverpool jogou tudo para ganhar o torneio menos valioso do ano.
É tudo uma questão de confiança. E, nos dias de hoje, de um pouquinho de dinheiro…
Bom, sei que o assunto está meio atrasado, mas não custa nada escrever um pouco sobre o devaneio financeiro dos clubes brasileiros de uns anos pra cá.
Tudo bem que estamos com uma moeda mais forte e estável e que hoje podemos competir com alguns campeonatos de fora em termos econômicos. Em termos de América do Sul então, estamos anos luz a frente de nossos vizinhos.
Mas também não podemos chegar ao ponto de achar normal um clube pagar quase 1 milhão por mês para um jogador, seja ele quem for.
Até porque, como não é segredo pra ninguém, muita dessa grana que está financiando os nossos clubes vem de adiantamentos de patrocínios e cotas de TV. Ou seja, o que sobra hoje pode faltar amanhã.
E a farra não é apenas com salários de jogadores. Aliás, muito me assustou o fato de que nenhum treinador da Série A Italiana recebe mais que o equivalente a 500 mil reais por mês.
O que significa que Luxemburgo, Abel, Dorival, Muricy e até mesmo o mestre Cuca ganham salários exorbitantes até mesmo para os padrões europeus. E não é qualquer país europeu, estamos falando da Itália e de clubes como Juventus, Milan e Inter.
Um exemplo que também me vem a cabeça é o de Cleber Santana, que voltou para o Brasil para jogar pelo São Paulo. E veio ganhando muito, demais mesmo. Pra ser um pouco mais preciso, 400 mil. E não provou ao que veio. E ainda foi emprestado para o Atlético-PR, onde também não foi bem.
O que acontece nos dias de hoje é que os jogadores estão saindo cedo demais, com uma grande expectativa em torno deles. E nesse fluxo, recente, de retorno, acabam exagerando na pedida para os clubes. Que estão levando gato por lebre.
O poder econômico dos nossos clubes não se compara aos grandes europeus. E na ilusão de que podemos competir com esses clubes, alguns times estão trocando os pés pelas mãos. Com uma grande parcela de culpa das tais “parcerias”.
Parcerias essas que podem dar certo, como a Parmalat e o Palmeiras. Mas podem dar muito errado, como a parceria com a MSI, que levou o Corinthians de campeão brasileiro para a Série B.
O Corinthians é um dos clubes que anda sonhando grande demais. Muito pela arrogância dos seus mandatários, que transformaram o uniforme do time num outdoor gigantesco e caro e que vem pagando salários altos e absurdos para os padrões brasileiros.
O caso mais sem noção é o do Flamengo, abandonado pela Traffic e deixado com uma bomba chamada Ronaldinho Gaúcho, que joga dia sim dia não e que recebe 1 milhão por mês.
Um dia a conta vai aparecer. E os adiantamentos de cotas e os patrocínios podem não cobrir o rombo. E ainda temos que somar o, pequeno, fato de que todos os grandes clubes brasileiros já tem uma dívida igualmente grande.
E isso deveria ser levado em conta. Porque hoje a economia está de vento em popa. Mas não podemos prever o dia de amanhã.
Aí sim contará a base de sócios que o clube formar. Mas de sócios do clube, não de torcidas. Torcedores que financiem o time e que sejam uma fonte de renda fixa e que torne o clube gerenciável até mesmo em tempos de vacas magras.
Mas que não caiam no conto da carochinha e saiam dizendo que tem 30 milhões de torcedores. Porque todos sabemos que torcedores mesmo não chegam nem a um terço desses números de pesquisa. E que não achem que vão conseguir fazer com que 1 milhão de pessoas paguem o carnê. Vejam os exemplos de Benfica e Barcelona, clubes mundiais e que tem menos de 200 mil “pagantes” de carnês.
É bom os clubes colocarem os pés no chão, fazerem as contas e se perguntarem se vale a pena correr o risco de se endividar ainda mais.
Muito me espanta todo esse “furdunço” ( ) em torno do suposto racismo de Luis Suarez. E agora que ele recusou apertar as mãos de Evra, o negócio tornou proporções estratosféricas.
Acho o racismo algo baixo, estúpido e digno de punição. Sou completamente a favor da punição que Suarez tomou. E cumpriu.
O que sou contra é alguém ser acusado sem provas. Ou mesmo sem direito a defesa. Mas isso não é assunto para agora.
Algo me deixa curioso é a reação dos defensores da moralidade, amor e da paz mundial, que sempre aparecem para defender os “frascos de comprimidos” da nossa sociedade, sejam negros, gays ou mulheres.
Na Inglaterra já há jornalistas querendo que o Liverpool venda Suarez. Ferguson disse que o jogador é uma desgraça para o Liverpool. Tablóides fizeram a festa com a imagem de Suarez recusando o aperto de mão do uruguaio. Até a BBC publicou artigos imensos sobre o quão baixo foi o gesto do baixinho dentuço.
Isso sem contar as consequências que o caso tomou na esfera dos torcedores. O Liverpool passou a ser visto como um clube racista dentro da Inglaterra pelos atos de alguns torcedores, que após a polêmica punição de 8 jogos que o Suarez foi obrigado a cumprir, passaram a imitar macacos e vaiar negros de outros times.
Vou dividir meu ponto de vista em alguns tópicos:
O racismo
Já disse isso aqui: o racismo no futebol é apenas um reflexo do quão racista a sociedade mundial é hoje. Não importa se falamos de negros, judeus, mulheres, árabes ou homossexuais. Há racismo em todos os lugares e as sociedades onde ele está mais presente são justamente nos países mais desenvolvidos.
E o racismo contra estrangeiros (xenofobia) também está presente no futebol.
Não adianta fazer campanhas bonitinhas, exibir faixas e fazer discursos vazios. A FIFA e as Confederações são complacentes com o racismo pelo simples fato de que, se elas tomarem medidas duras, algumas seleções e clubes seriam punidos eternamente.
Veja o caso complicado dos clubes do leste europeu, onde o racismo contra negros é comum e grave. Qual a punição? Multas, punições de estádios vazios, perdas de mando e nada mais.
O mesmo vale para os jogadores. A punição de Suarez foi de 8 jogos. Ele a cumpriu. Pronto.
Isso o mudou como pessoa? Não, definitivamente não. Assim como os torcedores e clubes punidos por atos de racismo não são educados com esse tipo de punição.
A questão é muito mais profunda.
Burrice e infantilidade
Duas características de Suarez. Burro e infantil. A maioria de suas polêmicas surge por que ele tem um psicológico fraco. Ele já até mordeu um adversário!
A cultura e o caso Evra
Alo que foi dito a favor de Suarez foi o fato que no Uruguai chamar um companheiro de “negrito” não é uma ofensa. Inclusive na própria seleção uruguaia os jogadores negros são chamados de negritos pelos companheiros.
A questão é que ninguém ouviu o que Suarez disse a Evra. Nem se houve um cunho racista na fala do jogador. É provável que sim, dado o histórico do jogador. Mas julgamentos não são feitos com base em suposições. São feitos com base em fatos.
Muito foi falado e pouco foi esclarecido. A punição foi grande e incomum para os padrões ingleses. E acrescente o fato de que a maioria dos “selecionados” que julgaram Suarez tinha alguma relação com o Manchester United.
O fato é que o temperamento e o histórico do jogador acaba pesando nessas horas.
O que é curioso é que a imprensa e torcedores ingleses tenham se mostrado tão implacáveis, morais e éticos ao defender Evra e condenar Suarez.
Isso sem contar a discriminação contra judeus, o anti semitismo, presente especialmente contra a torcida do Tottenham.
O fato é que a discriminação racial de Suarez em relação a Evra não é muito diferente da discriminação que nós, sulamericanos, sofremos quando vamos a esse tipo de país.
Tempestade em copo d’água
O que você faria se alguém em seu trabalho ou na sua área de trabalho fosse responsável por você ser multado ou tomar uma punição, seja financeira ou apenas um afastamento de seu cargo?
Você cumprimentaria essa pessoa? O trataria como amigo?
A indiferença seria minha resposta.
Mas nada impede que sua reação seja oposta a minha. Afinal, as pessoas são diferentes.
A recusa de Suarez se transformou num grande tratado sobre como transformar pequenas atitudes em discussões vagas e inúteis sobre moral e o quão superior somos em relação aos outros.
Porque nós, protegidos por um teclado e escrevendo no conforto de um ar condicionado ou aquecedor, somos seres humanos perfeitos, sem defeitos.
É fácil escrever sobre os atos dos outros. É fácil condenar e dizer que fulano é uma desgraça para o clube, que deve-se punir tal clube com perda de mando ou de pontos.
Bastou que uma mão não fosse apertada para que o gatilho da moral inglesa disparasse para todo lado. Como se já não estivessem acostumados com exemplos dignos de nota como Robbie Fowler, Eric Cantona e John Terry.
A exclusividade não é inglesa
Encerro apenas lembrando que o racismo não é exclusividade inglesa, europeia ou americana. Por aqui também temos racismo no esporte e na sociedade.
Assim como também temos “tempestades em copos d’água” por aqui também, feitas por defensores da moralidade e da justiça.
Suarez ficou como o “vilão” e Evra como “Mocinho”. Assim como nas novelas. E não precisa ter mais que 5 neurônios pra saber que esses conceitos simplistas não se aplicam no mundo real.
Essa é a palavra que uso para definir a NBA. Simplesmente isso.
Assista a jogos na Europa, América do Sul, no Quirguistão e afins. É um basquete. O basquete praticado nos EUA é outro.
E digo isso sem querer desmerecer o basquete europeu, tradicional e forte lá do seu jeito. Mas o basquete americano é espetacular demais, tanto que parece até ser uma variação do esporte praticada apenas nos EUA.
É difícil achar um jogador europeu que tenha a “ginga” que os americanos tem. A facilidade para fazer jogadas complicadíssimas parecerem normais, comuns e simples aos olhos de nós, meros mortais.
E nem estou citando apenas Jordan, Bird, Magic Johnson, Jabbar, Stockton e Malone. Falo de Carmelos, Chris Pauls, Rudi Gays e Kevin Loves, que ainda precisam jogar muito para serem lendas.
Para exemplificar o que digo acima, deixo os melhores momentos de janeiro na Liga.
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No último post desci a lenha nos estaduais. E o Alexandre e o Marco acharam que fui um pouco “exagerado”. Mas acho esses torneios inúteis mesmo.
Vide aqui em MG. Nenhum dos dois times está dando muita bola pro torneio. Pensam na Copa do Brasil. E as torcidas também. Posso dizer que, pelo menos por aqui, o estadual está passando quase despercebido.
Vide o pequeno público nas estreias de Atlético e Cruzeiro. E lembrando que já fui em jogo de campeonato mineiro, em início de temporada, contra o todo poderoso Uberlândia pra mais de 40 mil pessoas no Mineirão.
Eu estou encarando esses torneios como pré temporada. Nem estou por dentro!
Não acho que a extinção desses torneios causaria algum mal. Nem pra time pequeno. Para com essa história de que eles revelam jogadores e tal. Se o cara é bom ele aparece mais dia menos dia. Na Catanduvense ou no Grêmio.
E mais, defendo demais os times pequenos, por isso acho mais justo que eles se enfrentem e não tenham que passar vergonha ou se iludirem contra os grandes.
E nem sei porque sou tão antipático aos estaduais. Eu tinha é que valorizar esses torneios no fim das contas!